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Com a presença de cerca de uma centena de convidados, a sessão teve lugar precisamente um mês depois da eleição da Ria Formosa como Maravilha Natural de Portugal na categoria de Zonas Marinhas, na Gala promovida a 11 de Setembro, em Ponta Delgada, São Miguel, Açores.
Um dos pontos altos da cerimónia desta segunda-feira em Olhão foi a intervenção do Professor Francisco Nunes Correia, Padrinho da nossa Maravilha, que chamou a atenção para a importância da Ria, do ponto de vista ambiental mas também social, económico e cultural, no contexto da região e no quadro nacional.
O ex-Ministro, que teve responsabilidades governativas na área do Ambiente, Ordenamento do Território e Desenvolvimento Regional entre 2005 e 2009, enalteceu a importância do Programa Polis Litoral – de que também foi responsável - para a preservação e requalificação das zonas costeiras em todo o território nacional.
Sublinhou que, no caso da Ria Formosa, o desenvolvimento do Programa Polis Litoral está a ser complementado com outras acções que considerou fundamentais, como a despoluição da Ria, graças a investimentos recentes, no âmbito do Sistema Multimunicipal de Saneamento de Águas Residuais do Algarve, na ordem dos 54 milhões de euros, de que resultou um incremento significativo da eficiência dos sistemas de tratamento de águas residuais.
O Professor Francisco Nunes Correia convidou todos, cidadãos e empresas, a tomarem consciência do valor da Ria Formosa e usufruírem dela de forma responsável e sustentável, tirando todo o partido possível do galardão agora atribuído para a ajudar a valorizar.
Na sessão usaram ainda da palavra o Presidente da Câmara Municipal de Olhão, Eng. Francisco Leal e a Governadora Civil do Distrito de Faro, Drª Isilda Gomes.
A abrir a sessão, a Presidente da Sociedade Polis Litoral Ria Formosa, Engª Valentina Calixto, fez uma apresentação detalhada das várias etapas por que passou a candidatura da Ria Formosa, desde a fase em que era “apenas” uma das 323 candidaturas iniciais até à vitória, seis meses depois, nas Portas do Mar, em Ponta Delgada.
De acordo com a responsável da Sociedade Polis, a vitória obtida traduz-se numa responsabilização acrescida que nos passa a ser conferida para valorizarmos a nossa recém-eleita Maravilha. “Cabe-nos preservar o que de melhor contém esta fascinante faixa natural, e é imenso, mas também recuperar o que eventualmente terá perdido nas últimas décadas. Uma responsabilidade que é de todos nós: entidades responsáveis, moradores, população das zonas envolventes, turistas”, disse. Desafiou todos a promover a nossa Maravilha, tornando-a conhecida aquém e além-fronteiras, para que seja cada vez mais visitada.
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