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A Sociedade Polis Litoral Ria Formosa está neste momento a proceder à remoção de resíduos que há décadas se acumulam nas áreas navegáveis e margens da Ria. No total, calcula-se que sejam mais de 800 toneladas.
Trata-se de uma empreitada adjudicada à empresa CPTP – Companhia Portuguesa de Trabalhos Portuários e Construções, SA, do grupo Mota-Engil, que nas próximas semanas removerá todos os resíduos, artes de pesca degradadas e velhas embarcações existentes ao longo da ria. A empreitada orça os 728 mil euros.
Depois de uma primeira intervenção, por terra, na zona nascente da Praia de Faro, esta semana a CPTP está a recorrer a uma barcaça para iniciar a limpeza por via marítima.
Com a ajuda de uma escavadora giratória de braço longo, retro-escavadoras, 10 contentores e outro material pesado, manobrados por cerca de uma dezena de homens, as operações estão agora centradas no núcleo piscatório da Culatra.
Dali, a barcaça é rebocada para terra, onde os resíduos previamente separados são pesados e encaminhados para os destinos finais, de acordo com a seguinte triagem:
- Resíduos de Demolição e Construção;
- “Monstros” (embarcações, electrodomésticos, aprestos de pesca, mobiliário, madeiras várias);
- Amianto (material perigoso, usado até há alguns anos como cobertura de barracões);
- Resíduos sólidos urbanos (lixo orgânico, restos de plantas, etc.)
O destino final de cada uma daquelas tipologias de resíduos varia em função das suas características e da possibilidade da sua recuperação. Esse destino é decidido e controlado por uma empresa licenciada – a empresa Renascimento – que se rege pelas directivas da Lista Europeia de Resíduos (LER).
A título de exemplo, todo o amianto que for encontrado na operação – cuja quantidade se julga ser muito diminuta – será encaminhado para um depósito apropriado localizado em Beja.
A acção que esta semana começou por via marítima deverá abranger toda a Ria Formosa, nomeadamente a zona “continental”, as ilhas-barreira e os ilhotes.
Os trabalhos de remoção de embarcações abandonadas foram antecedidos das necessárias diligências legais para identificar os seus proprietários, com a colaboração das autoridades marítimas.
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